sábado, 31 de maio de 2008

Vamos comemorar?



Esse ano "comemoram-se" muitas datas:
60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)
120 anos da Abolição da Escravidão (1888)
20 anos da Constituinte (1988)
40 anos de 1968.
E o que ouvimos falar sobre isso? Quase nada!!! Muito ao contrário do burburinho causado pelos 100 anos da imigração japonesa e os 200 anos da vinda da família real. Sinceramente não entendo toda essa festa pela chegada de D. João ao Brasil! Pelo que me consta a corte não trouxe nada de muito proveitoso para o país (é só olhar o atendimento do Banco do Brasil), pode até ter acelarado a "independência", mas naquele contexto histórico, ela ia acontecer mais dia menos dia. E os orientais (tenho a maior admiração e respeito pela sua cultura) que me desculpem, mas também não entendo o por que do auê (sei que eles ajudaram a construir o Brasil, mas para mim os negros ajudaram muito mais!).
Quero falar de 1968: Um ano que marcou o século XX. Quando valores foram contestados, com a juventude negando o estilo de vida capitalista. Em Paris, temos a greve geral de maio (que ao contrário do que muitos pensam era contra o partido comunista, contra sua burocratização e pela liberação operária). Nos E.U.A surgiu a ContraCultura, onde nasceu a identidade juvenil rebelde, com um sentido anti-imperialista e anti-militar (lembrem-se que a Guerra do Vietnã estava bombando), com a Revolução Sexual (Paz e Amor), a liberação da mulheres e experiências psicodélicas, muitas vezes sob o efeito de drogas (sobretudo o LSD).
No Brasil o buraco era mais embaixo, não bastava lutar contra o "sistema", tínhamos uma ditadura militar sob nossos narizes. Fez- se a Tropicália e em troca ganhou-se um AI-5 para calar as vozes que insistiam em ecoar.
Embora tenha havido uma mercantilização dos valores ligados à "revolução", como o sexo e as drogas, que agora se transformam em tráfico e pornografia, 68 nos deixa (pelo menos para mim) muitos legados, mas o principal é que uma crítica social não pode ser apenas uma crítica da economia-política, mas também uma crítica dos modos de vida.
Será que esse silêncio sobre 68 (só tenho visto debates e eventos sobre o assuntos em lugares ligados à esquerda), sobre o AI-5 (que também faz 40 anos), sobre a abolição, é para que não nos lembremos desses momentos em que os que não detinham o poder político é que fizeram a história e assim não possamos nos inspirar e contestar o que está aí?
Infelizmente, me parece que sim...

Mais sobre 1968
Mais sobre a ContraCultura
Mais sobre a Tropicália
Mais sobre o AI-5

PS: Ganhei um mimo muito especial na semana passada, a Alice, do anormalizando, fez um layout para o PlocPlicPloc...Me mandou com um e-mail tão carinhoso. Achei a atitude tão legal! Obrigada, querida! Adorei mesmo!
Bom, como vcs já perceberam, não sou de ficar trocando o lay, até porque acho que ele é meio que uma identidade do blog, mas diante de tal presente, vou abrir uma (deliciosa) exceção e a versão blue vai ficar aqui por um tempo...


Postado por Ane Talita às 12:09 AM |



 
quarta-feira, 14 de maio de 2008

!


Quero palavras que venham da alma, mas parece que não a alcanço...
Não consigo formular nada coeso, tãopouco poético. Bombardeio de palavras sem sentido...
Talvez minha alma esteja repleta de finuras para as quais eu não queira ir.
Quem sabe o que procuro sejam palavras brutais que me venham de algum lugar que não posso definir.
Mas ao vomitar as idéias no papel, o que vejo é um conjunto abstrato de texto nenhum que jamais terminarei...


Postado por Ane Talita às 12:04 PM |



perfil
Ane Talita,21 anos,futura cientista social,possui síndrome de Peter Pan,gosta da calma da praia,mas também gosta da cidade,gosta de sol,mas também gosta de chuva,se dá o direito de gostar de coisas contraditórias.Acredita que o mundo pode ser um lugar melhor e está fazendo a sua parte!


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Penso com a pele. E uma vez que cansei de opor a razão a tudo, me falta o por quê do cerébro.


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